Acordei da fúria no ardor do ácido dos malditos Ankhegs. Nem mesmo o cheiro fétido daquele pântano podia superar a fumaça de minha pele queimada. Salogel, o arqueiro, ainda caído. O mago, ferido e cansado. Apenas o cavaleiro e o padreco estavam prontos para qualquer novo perigo. Descansar era uma opção, mas não naquele ninho de besouros gigantes.
Após alguns minutos, nos preparávamos para seguir viagem, mas o inquieto (até certo ponto suicida) mago me convenceu a entrar no túnel por onde saíra um dos insetos. Para nós, de tamanho reduzido, um túnel confortável. Para os demais, um perigo iminente. Seguimos apenas os dois túnel abaixo. Nossa visão privilegiada, de quem está acostumado com a escuridão, permitia seguir em segurança. Por cerca de 15 minutos adentramos o solo. Em busca de quê, não sei.
Quanto mais andávamos, pior o cheiro. Algo de podre estava no nosso caminho. Mais alguns minutos e então chegamos no que parecia um salão, com túneis adicionais interligados, estranhos ovos pendurados no teto (alguns até se mexiam) e uma pilha de ossos e carnes putrefadas. Mas não haviam apenas desafortunados viajantes assassinados naquela pilha, mas também seus pertences, outrora úteis em suas jornadas, agora nada mais que troféus para quem foi mais eficaz na luta contra os Ankhegs. Nós.
O silêncio dominava a caverna. Era óbvio para nós que haviam mais deles por ali. Foi então que Austin Powers teve uma excelente ideia: utilizando seus incríveis poderes mágicos, criou um servo humanóide que atendia a todos os seus comandos. Não tinha nenhuma habilidade furtiva, mas era um alvo a mais, e o melhor, não era nenhum de nós. Powers enviou seu servo caverna adentro, mais precisamente até a pilha de cadáveres. Foi comandado a pegar o que tivesse por perto, e então pegou um escudo. Voltou a nós, entregou o objeto e depois voltou à pilha. Enxergamos na pilha uma bolsa, e ele nos trouxe (17 moedas de ouro!). Nota mental: pegar metade desse dinheiro com o mago.
Após alguns minutos, nos preparávamos para seguir viagem, mas o inquieto (até certo ponto suicida) mago me convenceu a entrar no túnel por onde saíra um dos insetos. Para nós, de tamanho reduzido, um túnel confortável. Para os demais, um perigo iminente. Seguimos apenas os dois túnel abaixo. Nossa visão privilegiada, de quem está acostumado com a escuridão, permitia seguir em segurança. Por cerca de 15 minutos adentramos o solo. Em busca de quê, não sei.
Quanto mais andávamos, pior o cheiro. Algo de podre estava no nosso caminho. Mais alguns minutos e então chegamos no que parecia um salão, com túneis adicionais interligados, estranhos ovos pendurados no teto (alguns até se mexiam) e uma pilha de ossos e carnes putrefadas. Mas não haviam apenas desafortunados viajantes assassinados naquela pilha, mas também seus pertences, outrora úteis em suas jornadas, agora nada mais que troféus para quem foi mais eficaz na luta contra os Ankhegs. Nós.
O silêncio dominava a caverna. Era óbvio para nós que haviam mais deles por ali. Foi então que Austin Powers teve uma excelente ideia: utilizando seus incríveis poderes mágicos, criou um servo humanóide que atendia a todos os seus comandos. Não tinha nenhuma habilidade furtiva, mas era um alvo a mais, e o melhor, não era nenhum de nós. Powers enviou seu servo caverna adentro, mais precisamente até a pilha de cadáveres. Foi comandado a pegar o que tivesse por perto, e então pegou um escudo. Voltou a nós, entregou o objeto e depois voltou à pilha. Enxergamos na pilha uma bolsa, e ele nos trouxe (17 moedas de ouro!). Nota mental: pegar metade desse dinheiro com o mago.
Como da última vez o servo fez um certo barulho na hora de pegar a bolsa, decidi me aventurar e entrar na caverna. Pude observar que o local era muito inseguro para invasores. Muitas reentrâncias, estranhos ruídos, ambiente perfeito para a morte. Fui até a pilha ver o que mais tinha. Peguei um livro muito bem adornado. O mago indicou que o desejava. Peguei também uma bela espada de duas mãos. Ganhei meu dia. Peguei também um elmo muito bonito, com uma crina sobre a cabeça, imponente e desafiador. Avistei ainda uma bela capa e outra bolsa, mas estavam muito abaixo de vários corpos fedorentos.
Voltei ao túnel na intenção de ir embora, mas o mago Austin Powers é deveras ambicioso e mandou seu servo novamente para tentar pegar a capa. Acontece que o ser mágico fez um barulho muito grande e toda a caverna ressoou e tivemos a certeza que corríamos perigo. Voltamos correndo à superfície onde encontramos nossos camaradas ainda descansando. Muito curiosos nos encheram de perguntas sobre o que teríamos encontrado debaixo do chão, mas em meio a tudo isso eis que surge um terrível Ankheg acordado por nossa invasão.
Mal a fera saiu da toca, já levou uma flechada de Salogel bem no meio da fuça. Após o padreco médico curar parte dos meus ferimentos, parti pra cima da fera com minha espada recém-encontrada e desferi um golpe brutal no monstro. O cavaleiro, sem cavalo, deu termo à criatura e podemos enfim respirar.
Ao fim do combate, restou a dúvida: ou descíamos à toca dos Ankhegs ou íamos logo embora dali, rumo ao lago. A discussão se alongou, chegamos até a descer novamente pelo túnel, mas como quem tem medo de cagar não engole caroço de pitomba, após ouvir alguns ruídos insetívoros lá embaixo, chegamos à conclusão pacífica (até então) de que seguiríamos viagem. Mas algo no Pântano Proibido nos segura, como se não pudéssemos sair com vida. Até mesmo intrigas internas submergiram daquelas águas pútridas...
Enquanto mostrávamos as novas aquisições aos camaradas do grupo, alguém que não me lembro disse:
"- Ainda tem aquela machadinha no baú do mago!"
Ora bolas, machadinha é minha segunda arma favorita, depois do machado de guerra. Fui logo questionando:
"- Ei, mago. Que machadinha? Passa logo pra cá. Não sabes usar sequer um graveto, quanto mais uma machadinha..."
Powers responde: "- Que macha? Machadinha? Não tem machadinha nenhuma."
Salogel, ao fundo, incita: "Ah, tem sim! Tá dentro do baú pequeno que está com ele."
Então Austin Powers abre sua mochila, retira o baú e me mostra seu interior, completamente vazio. Até aí tudo bem, poderia ter caído ou o arqueiro poderia ter visto mais do que realmente tinha no baú. Mas o poder da palavra é como a patada de um urso, arrebata.
"- Aqui não tem nada. Talvez ele (Salogel) tenha pego a tal machadinha então." Disse o mago inconsequente.
Rapaz, o que se sucedeu ali ganhou proporções alarmantes. Salogel partiu pra cima do mago, com seu arco em punho, indignado com tal acusação. Mandou que deixasse o baú no chão para que todos pudessem vê-lo. O mago se recusou e disse que não mostraria nada e que o baú era dele. Salogel agarrou o baú e tentou pegá-lo pra si, mas o mago foi mais rápido. Então, com o arco em riste, Salogel disparou uma flecha no baú, mesmo com minha intervenção, entrando no meio deles na tentativa de acalmar os ânimos. O baú caiu no chão, ainda fechado. Foi quando uma névoa branca, uma espécie de fumaça de sei lá o quê, apareceu a nossa volta, encobrindo a visão de todos. Não faço ideia de que buraco (rs) saiu tal nuvem fétida. Momentos de tensão. Alguns passos, barulhos de objetos caindo nas águas do pântano e, enfim, barulhos mais preocupantes.
Dois Ankhegs sentiram nossa presença descuidada e romperam o chão, nos cercando. Baldor Gigax foi quem alertou a todos, pois antes mesmo da chegada dos monstros à superfície, o cavaleiro, sem cavalo, já havia saído da área encoberta pela fumaça. Partiu então pra cima do monstro mais ao norte, ferindo-o com sua espada. Depois foi minha vez, furioso parti irresponsavelmente, abrindo minha guarda mas aumentando minhas chances de acerto, desferindo com sucesso mais um golpe fatal. O outro Ankheg veio pelo sul e lançou um jato de ácido sobre o grupo. Fui atingido, segunda vez no mesmo dia. Se não fosse a cura do amigo divino, poderia estar só os ossos. Austin lançou uma Bola de Fogo destruidora, que poderia ter acabado com a fera, mas não(?). Ataquei em seguida com sucesso e tirei muito sangue da criatura. Quando ela tentou me acertar com suas garras, abaixou demais sua cabeça gigante, deixando-a vulnerável. Passei meu joelho sobre ela e a prendi junto ao chão, junto com uma das mãos. Baldor, em vantagem, feriu o monstro com sua espada e por fim, cravei minha "Detefon" - nome carinhoso com o qual batizei minha nova espada - no inseto infeliz.
Desabei cansado ao chão. Salogel ainda olhava raivosamente para Austin, que se escondia em sua própria vergonha. Disse, enfim, que havia mentido sobre a machadinha, que tinha sim posse dela, mas que não podia deixar ela sob a posse de outra pessoa. Reencontrá-la fazia parte de sua missão, após a descida de Selune. Mentiu de nervoso. Acreditei, mas não melhorou minha opinião desconfiada sobre o mago. Ele ainda disse retirar a acusação sobre Salogel. O arqueiro virou o rosto e se afastou. Decididamente, precisamos nos afastar desse pântano...